7 Benefícios Da Maconha Que Você Ainda Não Conhece

maconha medicinal

Certamente não é de hoje que assuntos envolvendo consumo da cannabis – nome científico da maconha – são presentes em nossa sociedade, variando pautas entre uso recreativo e medicinal da erva. Porém, tocar nesse assunto é tratado como tabu por muitos, uma vez que a lei brasileira ainda criminaliza (de forma ultrapassada) os seus usuários, ao invés de tratar a situação como questão de saúde pública.

Enquanto isso, na Europa temos alguns casos que lidam de outra forma com essa situação, onde a cannabis é comercializada de maneira controlada para fins recreativos ou tratamentos clínicos. Por exemplo o Reino Unido, um dos lugares mais recentes que aderiu a ideia do uso medicinal, assim como Canadá e Holanda, onde o uso recreativo da maconha também é permitido.

Na América do Sul, o país mais desenvolvido quando o assunto é sobre legalização da cannabis, é o Uruguai.

Cannabis para fins recreativos
Cannabis para fins recreativos

O nosso país vizinho não apenas legalizou a planta, como também flexibilizou seu cultivo de várias formas possíveis, trazendo benefícios medicinais e sociais, gerando trabalho e combatendo o tráfico local. Essa é uma realidade ainda distante para nós brasileiros, mas segue como um exemplo a ser observado e adaptado para quebrar um dos fatores que vem nos assombrando a décadas: a guerra às drogas.

Por enquanto, nós vamos caminhando bem devagar em busca de uma mudança social diante desse assunto e, um dos acessos a essa realidade, é o uso medicinal da maconha.

Contudo, só nos últimos três anos, nosso país adquiriu mais de 78 mil unidades de produtos a base de cannabis. Esses números começaram aparecer desde que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou o uso terapêutico de canabidiol – um dos elementos da maconha, conhecido como CDB – em janeiro de 2015.

As versatilidades da cannabis

cannabis para fins medicinais
cannabis para fins medicinais

Por fim, conheça alguns casos que a ciência consegue comprovar como benéfico o uso da maconha:

Glaucoma

Essa doença é causada pelo aumento da pressão intraocular, e pode ser combatida com os efeitos transitórios do THC na redução da pressão interna do olho. Existem outros medicamentos mais eficazes, porém, não deixa de ser mais uma possibilidade.

Náuseas

Você sabia que o tratamento das náuseas provocadas pela quimioterapia do câncer, foi uma das primeiras aplicações clínicas do THC? O método ainda é muito utilizado, apesar da Oncologia dispor de antieméticos mais potentes.

Anorexia e caquexia associada à Aids

A cannabis pode auxiliar na melhora do apetite e o ganho de peso em pacientes com Aids avançada, onde os primeiros resultados surgiram há mais de 20 anos. Inclusive, esse método é utilizado antes mesmo de surgirem os antivirais modernos.

Inflamações

Os principais elementos da cannabis – THC e CBD – são dotados de efeito anti-inflamatório, que os torna candidatos a tratar enfermidades. Por isso, podem ajudar a combater problemas como artrite reumatoide e doenças inflamatórias do trato gastrointestinal.

Dores crônicas

Há séculos a maconha é usada com essa finalidade, uma vez que os canabinóides exercem o efeito antiálgico ao agir em receptores existentes no cérebro e em outros tecidos. O dronabinol – que é comercializado em diversos países para uso oral – reduz a sensibilidade à dor, possuindo menos efeitos colaterais do que o THC fumado.

Esclerose múltipla

O THC combate as dores neuropáticas, a espasticidade e os distúrbios de sono causados pela doença. Em países como Inglaterra e Canadá por exemplo, é possível adquirir o Nabiximol, canabinoide comercializado com indicação médica. Porém, ainda não está disponível para os pacientes brasileiros.

Epilepsia

Um estudo recente mostrou que 11% dos pacientes dessa doença ficaram livres das crises convulsivas com o uso de maconha com teores altos de canabidiol; em 42% o número de crises diminuiu 80% e, em 32% dos casos, a redução variou de 25% a 60%. Canabinoides sintéticos para uso oral são liberados em países europeus.

Por fim, nós do Órfãos da Roanê gostaríamos de deixar um questionamento no ar que causasse uma reflexão interna em todos nós. Diante aos benefícios da cannabis citados acima, o que pode ser usado como justificativa para impedir o acesso a esse tipo de medicação? É certo jogar pessoas doentes nas mãos de traficantes?

Você pode compartilhar a sua opinião nos comentários, deixar criticas construtivas e expor o seu ponto de vista. Conhece alguém que passou por alguma experiência que se encaixa no contexto do nosso artigo? Faz uso recreativo e sente benefícios de alguma forma? Conte para nós, queremos te ouvir!


Kayque Borges

Artigo publicado por Kayque Borges

Criador de conteúdo nas horas vagas.

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