Ben & Jerry’s cria campanha para legalização da maconha nos Estados Unidos

Como sabemos, a famosa marca de sorvetes Ben & Jerry’s costuma agradar seus clientes de várias formas, que vão muito além do sabor de seus produtos.

Ben & Jerry’s apresentou (mais uma vez) características ousadas e, como de costume, tomando posicionamentos muito claros em assuntos que nem todo mundo gosta de se envolver, tornando esse um de seus grandes diferenciais.

A empresa de Vermont, nos EUA, já colocou seu ponto de vista em outras oportunidades para temas polêmicos, como machismo e racismo por exemplo e, dessa vez não foi diferente. Em uma grande sacada de marketing, a Ben & Jerry’s aproveitou a semana do 4/20 – dia 20 de abril, que no país americano se escreve de uma forma muito similar ao popular 4:20 – para anunciar sua nova campanha que aborda racismo, violência e combate às drogas. Os empresários da franquia anunciaram através do Twitter essa ação a favor da legalização nacional da maconha nos EUA.

Os sócios que fundaram a Ben & Jerry's
Os sócios que fundaram a Ben & Jerry’s

“É duro celebrar a semana do 4/20 enquanto tantas pessoas negras ou latinas ainda estão sendo presas por maconha, temos que fazer melhor que isso”

Twitter oficial Ben & Jerry’s

Mesmo com a repercussão, a campanha segue no site da empresa. Aliás, a Ben & Jerry’s fez questão de lembrar que é possível celebrar a maconha em sua semana especial caso seja uma pessoa branca, inclusive nos estados em que a erva ainda não é legalizada. Contudo, a empresa fez questão de ressaltar a desigualdade estabelecida até mesmo nos estados onde a cannabis é legalizada. Os números são evidentes, onde negros são presos até 10x mais que brancos.

O que sugere a Ben & Jerry’s e como apoiar

Em vista disso, a campanha pede pela legalização em sua urgência racial e prisional, reformas de leis, e está disponível no próprio site da Ben & Jerry’s para quem quiser assinar. A ideia é que as condenações anteriores devido ao uso e porte de maconha sejam revogadas no congresso em âmbito nacional, e dessa maneira iniciar um processo de anistia aos condenados. Em relação às assinaturas, até o momento, já foram obtidas dezenas de milhares.

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Artigo publicado por Redação dos Órfãos

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