Budweiser reestrutura anúncios sexistas dos anos 50 para adaptar a 2019

Budweiser reestrutura anúncios sexistas dos anos 1950 para adaptar a 2019

Visando quebrar estereótipos do século passado, a renomada marca de cerveja decidiu refazer peças publicitárias dos anos 50 que faziam alusão ao machismo e sexismo.

Não é novidade para ninguém que a publicidade (principalmente quando pensamos nas atividades desse setor no passado) sempre buscou caminhos que pregavam machismo e sexismo, tendo nas propagandas de cerveja essa maior representatividade. Podemos dizer que historicamente as grandes marcas produziam materiais onde a mulher era colocada como submissa ao homem, um tipo pensamento que não cabe na sociedade atual – pelo menos, deveria ser assim.

Em busca de ressaltar essa ideia e destruir o discurso conservador do século passado, que já deveria ser tratado como inadmissível em pleno 2019, a Budweiser decidiu se retratar das campanhas da década de 50 criando novos formatos baseados nos dias atuais

Contudo, essa ação é o resultado de uma parceria entre a marca de cerveja e a See Her, uma campanha que exige a retratação precisa e positiva das mulheres, as colocando em igualdade ao homem em campanhas de publicidade. A campanha em questão foi lançada no dia internacional da mulher (8 de março), onde os novos anúncios mostram mulheres fortes, decididas e deixando de lado qualquer tipo de submissão.

Alguns anúncios reais dos anos 1956, 1958 e 1962 foram refeitos pelas ilustradoras Heather Landis, Nicole Evans e Dena Cooper, buscando representar independência e igualdade.

No anúncio de 1958, por exemplo, vimos uma mulher servindo cerveja ao seu marido, que está com um martelo em mãos, claramente representando o estereótipo masculino do “homem da casa” e ela “a mulher submissa”. Em contrapartida, na versão reeditada de 2019, os dois tomam cerveja juntos, sentados no chão e comendo pizza.

Mesmo que pareça uma iniciativa simples da marca, podemos concluir que essa ação tem um peso enorme nos dias atuais. É necessário propagar esse discurso sempre, seja dentro de casa ou na rua, para que assim possamos buscar por igualdade e bom senso. Além disso, o mercado (principalmente publicitário, que tem grande influência na sociedade) precisa ter consciência que o mundo está em constante transformação, e as mulheres não vão mais aceitar serem colocadas como seres inferiores, frágeis e submissas, até porque elas são infinitamente maiores do que isso.

As ilustrações exibidas serão apresentadas em jornais como New York Times, Chicago Tribune e The LA Times.

Obrigado pela visita e continue acompanhando as publicações dos Órfãos da Roanê.


Kayque Borges

Artigo publicado por Kayque Borges

Criador de conteúdo nas horas vagas.

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